Os desafios na formação de recursos humanos em Atenção Primária à Saúde

Publicada 31/07/2019

O 2º Congresso Nacional de Gestão em Saúde trouxe uma importante discussão para os representantes do setor cooperativista: a necessidade de formação multiprofissional em Atenção Primária à Saúde (APS). 

Dr. Ary Célio de Oliveira falou sobre cenário da APS


O diretor Acadêmico da Faculdade Unimed, dr. Ary Célio de Oliveira, participou de uma mesa redonda sobre o tema no dia 25 de julho, ao lado do professor Cloer Vescia Alves, coordenador dos cursos de pós-graduação em APS e em Atenção Integral à Saúde (AIS) da instituição. Dr. Ary abordou questões sobre o cenário da saúde suplementar no Brasil e os grandes desafios para a mudança do modelo de atenção à saúde.

“Hoje, a saúde suplementar é baseada no especialista e deveria ser fortemente orientada pelos princípios da Atenção Primária à Saúde, que apresenta um modelo de execução com cuidados de maior efetividade, tanto em termos de custos quanto em desfechos clínicos, quando comparados com os sistemas fracamente orientados pela APS”, avalia dr. Ary.

De acordo com a OMS, a evidência científica internacional aponta que o acompanhamento feito pelo médico generalista e pela equipe multidisciplinar, ao longo do tempo, pode controlar e evitar vários problemas que provocariam queda da qualidade de vida das pessoas, além de reduzir internações, cirurgias complexas e outros procedimentos com custos elevados. “É o que demostram os resultados em saúde de países como Inglaterra, Austrália, dentre outros, que avaliam como critérios de qualidade o acesso, a eficiência administrativa, a equidade e os desfechos em saúde. Precisamos repensar o sistema de saúde para garantir nossa sustentabilidade e melhorar o atendimento ao usuário”, completa dr. Ary.

Segundo levantamento de 2018 do Conselho Federal de Medicina (CFM), o Brasil registrou que 1,4% dos médicos em atividade no Brasil tem a formação de especialista em Medicina da Família e Comunidade. Dentro do Sistema Unimed, esse número cai para 0,31%. Ou seja, 361 profissionais, em um universo de 115 mil, são formados nessa especialidade.

Para atuar com a APS, a equipe mínima sugerida pela Agência Nacional de Saúde (ANS) prevê um médico (especialista em Medicina da Família e Comunidade, clínico com capacitação em APS ou pediatra); um enfermeiro (generalista ou especialista em Saúde da Família); um técnico de enfermagem; um dentista (foco em saúde bucal); e outro profissional da saúde (nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta etc.).

Entre as propostas citadas para trazer novos horizontes para o contexto atual, dr. Ary destacou o desenvolvimento de um modelo assistencial integrado com foco no paciente e na continuidade do cuidado, além da melhoria da formação, distribuição e produtividade de recursos humanos em saúde.



Capacitação para o Sistema

O modelo de Atenção Primária à Saúde está em fase de expansão e é essencial para a sustentabilidade da organização. A demanda por profissionais especializados tende a crescer e, por isso, a Faculdade Unimed lançará em outubro um curso de Formação em Recursos Humanos em Atenção Primária à Saúde (APS), ofertado na modalidade EAD, em parceria com o Sescoop Nacional e a Unimed do Brasil.

Essa ação vem para promover a capacitação das equipes (médicos, gestores e enfermeiros de APS) como profissionais do futuro por meio de iniciativas inovadoras, como uma cidade virtual em 3D com simulações de situações reais.

A Faculdade Unimed será responsável pela coordenação do curso, criação e validação do conteúdo, controle de alunos, administração da plataforma e captação de turmas. Para essa última atividade haverá o intermédio da Unimed do Brasil.

As inscrições já estão abertas. Acesse www.faculdadeunimed.edu.br/aps

 




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