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Quando a inteligência artificial vira risco: como proteger instituições de saúde contra fraudes digitais 

inteligência artificial (IA) não é mais só uma promessa. Atualmente, ela está presente em sistemas de apoio ao diagnóstico, análise de dados, automação de processos, monitoramento de pacientes e diversas outras aplicações que contribuem para a eficiência e a qualidade da assistência.

No entanto, à medida que a tecnologia avança, surgem também novos desafios. Entre eles, destaca-se o uso indevido da inteligência artificial para a criação de fraudes digitais cada vez mais sofisticadas, capazes de comprometer a segurança de instituições, profissionais e pacientes.  

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as tecnologias digitais desempenham um papel fundamental na transformação dos sistemas de saúde, mas seu desenvolvimento deve estar acompanhado de mecanismos adequados de governança, segurança e proteção de dados. Em um cenário cada vez mais conectado, a inovação exige responsabilidade

O malefício dessa inovação

Ferramentas de inteligência artificial generativa são capazes de produzir textos, imagens, vídeos e áudios extremamente realistas em poucos segundos. Embora essas soluções tragam inúmeras possibilidades para empresas e profissionais, elas também vêm sendo utilizadas para a realização de golpesfalsificação de documentos e manipulação de informações.

Os chamados deepfakes, conteúdos gerados por IA que simulam a aparência ou a voz de pessoas reais, já preocupam especialistas em segurança digital em todo o mundo.  

Fórum Econômico Mundial alerta que o avanço dessas tecnologias aumenta significativamente os riscos de fraude, desinformação e perda de confiança em ambientes corporativos e institucionais. 

No setor da saúde, onde circulam dados altamente sensíveis e decisões impactam diretamente a vida das pessoas, esses riscos assumem uma dimensão ainda mais relevante. 

Os desafios da segurança digital na saúde

A digitalização dos serviços trouxe benefícios importantes, como prontuários eletrônicos, telemedicina, integração de sistemas e maior agilidade nos atendimentos. Porém, o crescimento do volume de informações armazenadas digitalmente também tornou as organizações de saúde alvos frequentes de ataques e incidentes de segurança

De acordo com o relatório Cost of a Data Breach 2024, da IBM, a saúde permanece como o setor com o maior custo médio de vazamento de dados do mundo, atingindo US$ 9,77 milhões por incidente.  

Além dos impactos financeiros, eventos dessa natureza podem gerar interrupções operacionaiscomprometer a privacidade dos pacientes e afetar a reputação das instituições

Por isso, discutir inovação na saúde já não significa apenas acompanhar tendências tecnológicas. Significa também desenvolver estruturas capazes de garantir segurança, conformidade e gestão adequada dos riscos associados à transformação digital.

O papel da governança e do compliance 

À medida que essas novas tecnologias são incorporadas ao setor da saúde, cresce a necessidade de estabelecer políticas claras para o uso de dados, adoção de IA e proteção das informações dos pacientes. 

Nesse contexto, governança, compliance, integridade e gestão de riscos consolidam-se como pilares estratégicos, demandando domínio técnico e prático de especialistas, gestores e analistas. 

Além de atender as exigências regulatórias são essas práticas que ajudam as organizações a construírem ambientes mais seguros, transparentes e preparados para lidar com os desafios do futuro. 

inovação sustentável depende não apenas da tecnologia disponível, mas da capacidade das instituições de utilizá-la de forma ética, responsável e alinhada às melhores práticas do mercado. 

Preparando profissionais para os desafios do futuro

A transformação digital da saúde demanda profissionais capazes de compreender tanto as oportunidades quanto os riscos envolvidos nesse processo. Conhecimentos em tecnologia, inovação, governança e compliance agora fazem parte das competências necessárias para liderar organizações, principalmente na saúde. 

Em um cenário onde a inovação avança rapidamente, o verdadeiro diferencial não está apenas em adotar novas tecnologias, mas em garantir que elas sejam utilizadas com segurança, responsabilidade e foco na geração de valor para a saúde. 

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