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Gestão da saúde no SUS na era da transformação digital 

Você sabia que a transformação digital já está fazendo parte da realidade da saúde pública brasileira?

Recentemente, em maio de 2026, o Governo Federal anunciou investimentos para levar conectividade a até 3,8 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS) e ampliar a telessaúde no SUS, principalmente em regiões remotas e com dificuldade de acesso a especialistas.  

Nesse contexto, “conectividade” é mais do que apenas ter acesso à internet, mas essa é a base. No caso das UBS, significa garantir uma conexão de internet estável, rápida e funcional, além da infraestrutura necessária para que os serviços digitais de saúde operem de verdade.  

Dentre as medidas estão:

  • conexão de internet via fibra óptica ou satélite;  
  • instalação de redes Wi-Fi internas nas UBS;  
  • compartilhamento de dados clínicos;  
  • infraestrutura digital, com suporte para teleconsultas, telediagnóstico e telessaúde. 

Na prática, isso representa uma mudança importante na forma como os serviços de saúde são organizados, gerenciados e oferecidos à população. 

O que muda com a digitalização da saúde? 

Com unidades mais conectadas, o SUS consegue ampliar a integração entre atendimentos, melhorar o fluxo de informações e tornar os processos mais eficientes.

Entre os principais impactos da transformação digital estão: 

  • expansão da telessaúde; 
  • integração de prontuários eletrônicos; 
  • maior acesso a especialistas; 
  • redução de filas e tempo de espera; 
  • acompanhamento mais eficiente dos pacientes; 
  • otimização da gestão operacional. 

Embora os novos investimentos representem um avanço importante, esse é um movimento que o SUS já vem construindo ao longo dos últimos anos. A  telessaúde, a adoção de prontuários eletrônicos e a digitalização de processos mostram que a transformação digital da saúde pública já está em andamento.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil já ultrapassou 6 milhões de atendimentos por telessaúde e 85% das equipes de Saúde da Família utilizam prontuário eletrônico. Em algumas regiões, houve redução de até 30% nas filas para atendimento especializado.  

Essa digitalização também muda o papel da gestão 

A transformação digital não depende apenas de tecnologia. Ela exige profissionais preparados para reorganizar processosliderar equipes e tomar decisões estratégicas em ambientes cada vez mais conectados. 

Segundo o Valor Econômico, gestores têm enfrentado um ambiente cada vez mais desafiador, marcado pelo aumento da demanda assistencial, pela pressão por eficiência e pela necessidade de adoção de soluções digitais para apoiar a tomada de decisão. 

Com isso, a capacidade de integrar dados, interpretar indicadores, otimizar recursos e fluxos, e estruturar processos mais inteligentes se tornou uma exigência estratégica e sustentável das instituições.  

A demanda do mercado por gestores de saúde 

Com o avanço da saúde digital, cresce a demanda por profissionais que consigam unir conhecimento técnico e visão estratégica.

Hospitais, clínicas e instituições públicas estão buscando gestores cada vez mais preparados para atuar diante da transformação tecnológica, da integração de sistemas e das novas demandas assistenciais.

A transformação digital do SUS representa o movimento que toda a saúde tem desenvolvido e reforça a nessa área. Como você está se preparando para acompanhar e se destacar nessa realidade de transformação?  

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