Se você chegou até aqui, provavelmente está buscando entender melhor o que é o cooperativismo ou por que esse modelo tem ganhado cada vez mais força, especialmente em momentos de crise.
A resposta está em um modelo que propõe um caminho diferente do individualismo que tem ocupado cada vez mais o protagonismo em nossa sociedade.
O cooperativismo cresce porque resolve um problema real: como gerar trabalho, renda e desenvolvimento sem depender apenas de relações competitivas e individuais.
O que é cooperativismo?
De forma simples, cooperativismo é um modelo de organização baseado na colaboração entre pessoas que têm objetivos em comum.
Ao invés de competir, os participantes cooperam — ou, como muitos especialistas definem, “operam com o outro”.
Isso significa que:
- todos participam das decisões
- os resultados são compartilhados
- o foco está nas pessoas, e não apenas no lucro
Esse modelo está presente em diversos setores, como saúde, crédito, agricultura e serviços, e tem um papel importante na economia brasileira.
Por que o cooperativismo cresce em tempos de crise?
Em momentos de instabilidade, como crises econômicas ou sociais, o cooperativismo tende a ganhar força.
Isso acontece porque ele se baseia em algo essencial: relações de confiança.
Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, o modelo cooperativista demonstrou capacidade de adaptação, geração de renda e manutenção de empregos.
Segundo dados divulgados pelo Sistema OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras), o número de cooperados no Brasil cresceu cerca de 11% entre 2019 e 2020, passando de 15,5 milhões para 17,2 milhões de pessoas.
No mesmo período, as cooperativas também ampliaram a geração de empregos, chegando a 455 mil colaboradores em todo o país.
Esse movimento reforça uma percepção defendida no livro “Palavras do José da Paz Cury: Histórias de sonhos, tempo e raiz”: em cenários desafiadores, a cooperação deixa de ser apenas um ideal e passa a ser uma necessidade humana, social e econômica.

Uma visão construída ao longo do tempo
É a partir dessa lógica que o livro ganha relevância.
A obra parte de uma trajetória de vida para mostrar, de forma concreta, como o cooperativismo se constrói ao longo do tempo — nas relações, nas decisões e nos aprendizados acumulados.
Ao organizar essa história em décadas, o livro conecta experiências pessoais com o desenvolvimento das cooperativas no Brasil, mostrando que o crescimento não acontece de forma isolada, mas sempre em conjunto.
Um dos conceitos centrais da obra ajuda a entender isso: tempo e raiz.
- Raiz, como base de valores, cultura e identidade
- Tempo, como adaptação, mudança e evolução
Isso significa que organizações sustentáveis são aquelas que conseguem evoluir sem perder sua essência.
Quem é o José da Paz Cury?
Com mais de quatro décadas de atuação, é um dos nomes mais experientes do cooperativismo nacional, já tendo percorrido o Brasil e outros países da América do Sul levando a cultura da cooperação para diferentes organizações.
Apesar do título, o livro não se resume em uma obra unicamente biográfica.
Mais do que uma biografia, ele é uma forma de entender a própria evolução do cooperativismo no país, a partir da trajetória de alguém que teve a sua vida extremamente entrelaçada com esse modelo.
Cury participou da criação da Fundação Unimed, há mais de 30 anos atrás, e foi guiado pela visão humanista da construção coletiva como a melhor ferramenta para o desenvolvimento.

Essa vivência prática é o que sustenta as reflexões apresentadas ao longo de sua obra, coescrita por Danilo Matos, especialista comprometido com a formação e o fortalecimento do cooperativismo.
👉Acesse o e-book “Palavras do José da Paz Cury” e aprofunde essa reflexão sobre cooperação, tempo e raiz.