Programa de compliance: 6 dicas para implantar em clínicas e consultórios

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Publicada 03/09/2019

Um termo que ganhou destaque no mundo empresarial é o compliance, que tem origem no verbo em inglês "to comply" — que significa atuar de acordo com uma norma, regulamento ou legislação.

Dessa forma, estabelecer um programa de compliance é adotar uma política interna voltada para um trabalho ético e em conformidade com leis, órgãos reguladores, regras internas e outras normas que regem a atividade.

No caso da saúde — um setor que realiza atividades complexas sujeitas a riscos — é imprescindível adotar um programa como esse para assegurar a integridade do negócio, uma boa gestão e uma política de transparência com profissionais, pacientes e fornecedores.

Quer entender como adotar essa prática em clínicas médicas e consultórios? Então confira nosso post e descubra 6 dicas de como implementá-la da melhor forma!
 

1. Entenda e defina as políticas de compliance


Um programa de compliance deve fazer parte da gestão de uma clínica ou consultório. Contudo, não existe uma política padrão e inflexível para todos os estabelecimentos. Assim, para adotar as normas internas dessa prática, é preciso entender:

  • os processos da instituição;
  • os agentes que fazem parte da atividade (profissionais de saúde, pacientes, fornecedores, operadoras de plano de saúde);
  • os riscos inerentes ao negócio;
  • as legislações e regulamentações municipais, estaduais e nacionais que devem ser seguidas.


A partir disso, é possível elaborar a política interna da organização a fim de evitar fraudes, atos ilícitos e outras ações que ferem a ética da instituição. Sendo assim, o programa define:

  • regras da organização;
  • código de ética;
  • boas práticas;
  • padronização de procedimentos;
  • controles internos.


As normas são voltadas para todas as atividades da instituição (transações comerciais, atendimento ao paciente, escolha de fornecedores etc.). Dessa maneira, devem ser bem detalhadas, inclusive no quesito que define medidas corretivas e punitivas para profissionais que não agirem conforme o que foi estabelecido.

Qualidade e segurança
O programa serve para proteger a clínica ou consultório, garantir sua sustentabilidade financeira — evitando desvio de recursos, por exemplo — e também para ampliar a qualidade e segurança em cada atendimento. Isso é necessário porque é um trabalho que visa prevenir e minimizar os riscos.

Na área da saúde isso é fundamental, pois é uma forma de trabalhar para reduzir e evitar os erros, o que pode acarretar processos judiciais que geram altas indenizações para médicos e instituições de saúde. É uma situação delicada que compromete a reputação do profissional e da organização.

Por fim, o programa deve ser revisado constantemente para acompanhar as mudanças regulatórias do setor, que são frequentes.
 

2. Dissemine a cultura corporativa de compliance entre os colaboradores


Com o programa de compliance criado, é possível estabelecer a cultura corporativa da clínica ou consultório. Dessa maneira, é importante ter uma gestão transparente, em que todos os colaboradores entendam qual é o seu papel dentro da instituição.

Desse modo, eles passam a dominar os processos e atuar com eficiência e de acordo com as normas, boas práticas e código de ética. Entendem também quais são as regras para o relacionamento com pacientes e fornecedores.

É importante ainda manter uma comunicação entre as equipes, abrindo um canal para dar e receber feedbacks e também para receber denúncias de práticas irregulares, garantindo o anonimato do colaborador.
 

3. Tenha atenção à conduta dos profissionais de saúde


Para que o programa de compliance seja efetivo, é importante que as equipes de saúde trabalhem visando à diminuição de riscos, já que estão em contato mais direto com os pacientes.

Dessa forma, pode ser necessário treinamentos periódicos para que se possa disseminar as condutas apropriadas na instituição. Assim, é possível padronizar a assistência ao paciente, melhorando a qualidade e segurança.

No caso de médicos, é importante que eles respeitem o Código de Ética Médica e tenham cuidado na relação com fornecedores (como a indústria farmacêutica), recusando o recebimento de brindes ou outras vantagens, por exemplo.
 

4. Avalie as relações comerciais com fornecedores


A clínica ou consultório deve ser bem criterioso na seleção dos fornecedores, escolhendo somente empresas idôneas e que se comprometam com as boas práticas do mercado. Por isso, a forma de avaliação dessas empresas também devem entrar nas políticas do programa de compliance.

Com isso, a organização evita que seus profissionais se envolvam em irregularidades, o que poderia pôr em xeque sua credibilidade.
 

5. Adote um canal de ouvidoria


O programa só será completo se a clínica ou consultório adotar um departamento de ouvidoria, em que possa receber denúncias e reclamações de profissionais e, principalmente, de pacientes. Esse feedback pode ser recebido por e-mail, formulário do site da organização ou telefone.

Em caso de identificação de problemas simples, fica mais fácil fazer a adequação dos serviços. Já em relação à denúncia de atos ilícitos, é possível agir de forma mais rápida, prevenindo contratempos futuros. A ouvidoria serve também como um meio para a resolução amigável de conflitos, evitando que se acione o sistema judiciário.
 

6. Faça cursos de qualificação na área


Para que o programa de compliance seja elaborado e implementado de forma completa e efetiva, é importante que gestores e outros profissionais busquem uma qualificação no assunto.

Fazer um MBA em Governança e Compliance em Serviços de Saúde, curso oferecido pela Faculdade Unimed, vai capacitar o profissional para trabalhar de acordo com os preceitos legais, com o que está estabelecido nos códigos de ética dos conselhos profissionais, com normas cíveis, trabalhistas, administrativas e ambientais e também em conformidade com as políticas institucionais.

As aulas são voltadas para que o aluno obtenha uma visão multidisciplinar e prática do compliance e para que ele saiba como implementar o programa em sua organização a fim de obter mais qualidade nos serviços e melhores resultados financeiros. Além disso, com essa pós-graduação, o profissional fica a par das novidades tecnológicas relacionadas à governança digital.

O programa de compliance é uma ferramenta que protege os valores institucionais e financeiros de clínicas e consultórios, porque melhora a segurança e qualidade do atendimento, aumentando, assim, a confiança do paciente. Por isso, é essencial que os dirigentes busquem capacitação na área em uma instituição de ensino de referência na área de saúde e gestão.

Você conhecia esse conceito e sabia que poderia ser aplicado no setor da saúde? Compartilhe essas informações em suas redes sociais para que outros profissionais entendam a relevância do tema!


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