Como fazer de maneira correta a manipulação de antineoplásicos?

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Publicada 28/01/2020

Para garantir a segurança do profissional de saúde, do paciente e dos demais envolvidos na prática, a manipulação de antineoplásicos deve ser feita com bastante atenção e cuidado, pois qualquer falha na execução desse trabalho pode representar prejuízos irreversíveis.

A fim de assegurar mais eficiência a esses métodos terapêuticos emergenciais ou de alto risco, o Conselho Federal de Farmácia (CFF) estabeleceu normas que regulam essas atividades. Assim, o preparo de antineoplásicos é, por lei, uma atribuição específica do farmacêutico.

Pensando nisso, neste artigo, abordaremos o que são antineoplásicos, quais são as suas funções e qual é a importância de se fazer a manipulação correta desses agentes biológicos para um controle mais efetivo do câncer. Acompanhe!

 

O que são antineoplásicos e para que servem?

 

No tratamento de doenças graves como o câncer, a quimioterapia é o método terapêutico que utiliza substâncias químicas — os quimioterápicos — que têm função de frear o crescimento das células tumorais e controlar a doença.

Nesses casos, como é uma terapia aplicada ao câncer, essa metodologia de tratamento é denominada de quimioterapia antineoplásica — também conhecida como quimioterapia antiblástica.

A maior parte dos medicamentos antineoplásicos causa interferência no padrão sequencial dos ácidos nucleicos. Tal mecanismo é extremamente importante para controlar a doença, já que resulta na destruição das células cancerosas.

Inicialmente, especialistas acreditavam que a rápida divisão celular (mitose) era o principal fator de diferença entre uma célula normal e outra com tumor. No entanto, à medida que os estudos foram avançando, outras questões que também exercem relevância considerável foram descobertas.

Fatores como a maior capacidade de resistência à apoptose (morte celular) e a forte tendência ao processo de senescência (envelhecimento celular) são cruciais ao direcionamento de novas abordagens quimioterapêuticas.

Nessa conjectura, o uso de antineoplásicos tem sido o caminho mais seguro para controlar a invasão das células tumorais aos tecidos saudáveis do organismo do paciente.

Porém, ainda há um grande risco de lesão das células normais, já que os medicamentos usados na quimioterapia não são específicos para as células doentes.

 

Por que a manipulação correta desses agentes biológicos é tão importante?

 

O farmacêutico que atua na manipulação e definição das dosagens de antineoplásicos assume uma grande responsabilidade, visto que esse é um trabalho sério que exige especialização e capacitação profissional.

Também, para assegurar a manipulação correta desses agentes biológicos, o profissional de Farmácia precisa estar em constante atualização. Na área da saúde, a dinâmica do trabalho muda rapidamente, pois esse é um dos ramos que mais demandam pesquisas científicas.

No Brasil, a estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA) para os próximos anos não é nada animadora: apenas em 2018, houve 600 mil novos casos de câncer na população. Se essa tendência persistir, frear as taxas de morbidade e de mortalidade resultantes dessa doença continuará sendo um grande desafio.

Levando isso em consideração, investir em medidas que assegurem a correta manipulação de antineoplásicos pode representar um meio de controle e de reparação dos impactos causados pelos tumores.

Logo, os profissionais de saúde que atuam nessa área — sobretudo os farmacêuticos — necessitam estar preparados para exercer com eficiência essa função que exige tanta responsabilidade.

 

Na prática, qual é a forma correta de se fazer a manipulação de antineoplásicos?

 

O CFF visa à padronização das práticas relacionadas a esse tema junto aos Conselhos Regionais de Farmácia (CRFs). Por isso, o órgão enfatizou e determinou claramente, em nota, que a tarefa de manusear medicações utilizadas em quimioterapia não é permitida a outro profissional de saúde.

Assim, a execução desse trabalho — que envolve o preparo de antineoplásicos — não pode ser feita por outras pessoas, ainda que sejam supervisionadas pelo farmacêutico. Por esse motivo, o investimento em educação continuada se torna tão primordial.

É necessário, pois, um preparo técnico adequado para evitar os danos resultantes da exposição ocupacional aos agentes quimioterápicos. O contato direto com esses elementos acentua as chances de agravos ao organismo do profissional.

Logo, eventuais falhas no manuseio desses fármacos podem elevar o risco de contaminação. Grande parte dessas substâncias tem efeito carcinogênico sobre o organismo humano e, consequentemente, provocam doenças multifatoriais e de difícil controle.

Com o tempo, isso pode provocar efeitos sistêmicos e prejudicar gravemente a saúde de quem atua nessa área. Nesse sentido, a lei que rege essa prática preconiza medidas de biossegurança, como a adequação aos Equipamentos de Proteção Industrial (EPIs).

Para garantir mais segurança, o CFF exige que os estabelecimentos de saúde determinem rotinas e procedimentos adequados à formulação, manipulação, armazenagem, conservação e utilização de agentes biológicos antineoplásicos.

Portanto, a atenção à biossegurança é fundamental para a validação e eficiência do tratamento, o que pode potencializar as chances de cura. É preciso garantir, ainda, o controle e a gestão consciente do tratamento dos resíduos químicos oriundos dessa terapia.

Priorizar o destino correto desses rejeitos é essencial para a proteção do farmacêutico, da equipe de apoio multiprofissional, do paciente e também do meio ambiente.

Assim, a biossegurança deve ser primordial nas atividades técnicas que objetivam conhecer, minimizar e controlar o risco ocupacional na saúde. A execução adequada dos procedimentos — sob as normas de segurança — reduz os prejuízos que, geralmente, esse trabalho representa ao ambiente e à vida.

 

Qual é a importância de se especializar em Farmácia Oncológica?

 

A responsabilidade que envolve a manipulação de antineoplásicos sugere a necessidade de constante atualização e de capacitação técnica para exercer essa atividade.

Diante disso, o farmacêutico deve investir na especialização exigida para atuar na área de tratamento oral de pacientes com câncer. Mediante a realidade das estatísticas de neoplasias, tornar-se especialista nessa área significa dominar, com mais precisão, uma categoria de fármacos cuja aplicação está aumentando gradualmente.

Além da capacitação profissional, o farmacêutico terá a chance de fomentar medidas preventivas em prol de uma vida qualitativamente melhor aos pacientes que lutam contra essa doença.

Percebe-se, por fim, a importância de priorizar mais segurança durante a manipulação de antineoplásicos para quem exerce essa atividade sem receber a devida atenção quantos aos riscos que enfrentam. Logo, a adoção de medidas preventivas torna-se um diferencial relevante para minimizar os impactos dessa prática e proteger a saúde.

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