Engenharia Clínica: o que é e como se capacitar?

Publicada 12/05/2021

Com o avanço da tecnologia, os equipamentos utilizados em clínicas e hospitais vem se tornando cada vez mais modernos e complexos. Para fazer o uso correto destes equipamentos e evitar desperdícios, subutilização e acidentes, surgiu a engenharia clínica, no entanto, a oferta de profissionais capacitados para atuar na área ainda é muito pequena.

Diante disso, a Faculdade Unimed lançou o MBA em Engenharia Clínica, com o objetivo de formar profissionais que conheçam a área em profundidade, com o pensamento crítico e a visão sistêmica da engenharia clínica aplicada em saúde.

Para conhecer um pouco mais sobre o trabalho do engenheiro clínico, convidamos Daniel Moura, um dos coordenadores do nosso MBA em Engenharia Clínica, para falar um pouco sobre as responsabilidades deste profissional, o mercado de trabalho e o MBA oferecido pela Faculdade Unimed.

 

O que é engenharia clínica?

Nos hospitais e redes de saúde, Engenharia Clínica corresponde ao setor onde se encontram profissionais que aplicam e desenvolvem os conhecimentos de engenharia e práticas gerenciais às tecnologias de saúde, para proporcionar melhoria nos cuidados dispensados ao paciente.  

Para os conselhos de classe como o CREA/CONFEA, a engenharia clínica é uma disciplina ministrada dentro do curso de graduação de engenharia biomédica. 

Contudo, devido ao crescimento exponencial da importância do profissional capacitado nas empresas de saúde, a especialização lato-sensu em engenharia clínica ganha cada vez mais destaque para o mercado.

 

Qual a atuação de um engenheiro clínico e qual a importância deste profissional para as instituições de saúde?

Considerando que os investimentos realizados em tecnologias médicas são intensos e estratégicos, os profissionais de engenharia clínica têm como objetivo diário manter os custos com Manutenção, Calibração e troca de peças sob controle, garantindo assim que os profissionais de medicina/enfermagem recebam treinamento contínuo e tenham sempre disponíveis tecnologias confiáveis para os atendimentos médicos de alta qualidade no dia a dia.

A engenharia clínica também atua na comunicação interna, provendo soluções que poupam a energia da enfermagem, reduzem a exaustão laboral e impulsionam o clima organizacional via suporte presencial na linha de frente contra a Covid-19 em CTI, pronto atendimentos e outros setores chave.

Atua até mesmo na segurança dos pacientes ao participar de cada preparação prévia das tecnologias para os atos cirúrgicos - mitigando assim acidentes e eventos adversos.

Também graças ao empenho presencial dos engenheiros clínicos, os administradores hospitalares obtêm assessoria confiável para aquisição de novas tecnologias, garantindo o retorno sobre o investimento, gerenciando fornecedores diversos e protegendo o negócio de saúde da subutilização dos equipamentos médicos e, consequentemente, impulsionando rentabilidade dos negócios ao entregar valor para a sociedade.

  

Como é o mercado de trabalho de engenharia clínica?

O mercado é altamente favorável aos profissionais que sabem entregar resultados: grandes hospitais, com enorme diversidade tecnológica, sempre buscam por profissionais que possuem capacitação e experiência prática para identificar e solucionar riscos em potencial para a integridade humana. Riscos esses que são gerados inadvertidamente pela combinação de produtos de diversos fabricantes no ambiente hospitalar, dentre outros fatores tais como humanos, ambientais e financeiros.

A remuneração varia com as responsabilidades técnicas assumidas, os níveis de complexidade das tecnologias médicas sob sua gestão, a carga horária, a localidade e, mais importante, a autossuficiência e capabilidade dos processos frente ao valor do parque tecnológico gerenciado.

Para hospitais menores e redes, é normal que os profissionais de engenharia clínica experientes empreendam para ofertar serviços imparciais como consultores analistas de contratos, analistas de novas tecnologias, assessores para licitações/pregões, mentores/treinadores para melhor utilização de tecnologias, auditores de qualidade para a acreditação hospitalar ou serviços com parcialidade como a venda/representação de marcas de produtos e/ou serviços de assistência técnica.

Os rendimentos mensais do engenheiro podem variar do piso da categoria em contratos CLT e ultrapassar R$ 30 mil em empreendimentos próprios.

 

Qual o perfil de um bom profissional nesta área?

O profissional que deseja contribuir para o salvamento de vidas como engenheiro clínico possui perfil analítico quanto aos detalhes técnicos: tem gosto por investigar a real causa-raiz de cada desafio e promove meios de prevenir novas ocorrências através de soluções duradouras. Para isso, possui facilidade de comunicação para trabalhar em equipe com todos os demais profissionais, principalmente para com seus liderados.

Possui também forte compromisso para com o hospital/empresa, agindo com ética e imparcialidade, atento a questões de compliance nas negociações para com a outra parte. Outro destaque é a capacidade de planejamento das atividades, eficiência no uso de recursos e objetividade na apresentação dos resultados alcançados.

 

É preciso fazer prova de títulos para atuar ou basta ter a pós-graduação?

Para atuar no mercado, é altamente recomendado ter especialização: seja para concursos públicos, seja para melhor desempenho dentro da empresa e maior reconhecimento profissional no mercado, os profissionais procuram a pós-graduação em Engenharia Clínica.

Contudo, devido à urgência em dotar os hospitais de engenharias clínicas e diante da escassez de profissionais capacitados, a solução dada pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) de 02 de 2010 do Ministério da Saúde foi que o profissional que desejasse assumir o papel de gestor de tecnologias em um hospital necessitaria apenas do nível superior ou da graduação em qualquer área do conhecimento.

Assim sendo, os administradores hospitalares puderam nomear profissionais de sua confiança para a atividade dentro do setor de engenharia clínica e, agora, para conservá-los produtivos em suas funções, torna-se recomendada e oportuna a atualização de seu conhecimento por meio da pós-graduação em Engenharia Clínica da Faculdade Unimed.

 

Como o MBA em Engenharia Clínica da Faculdade Unimed é estruturado?

O curso é estruturado em disciplinas focadas na conversão de conhecimento em prática, contando com professores muito experientes junto ao mercado e tendo duração de cerca de dois anos. O curso oferece horários acessíveis, assim como atividades semipresenciais e práticas, sendo que a prática visa fomentar a autoconfiança do aluno em seu futuro ambiente de trabalho.

 

Ele é voltado apenas para engenheiros ou profissionais com outras formações também podem se beneficiar dele?

Todo e qualquer profissional com graduação e que deseja atuar (ou que já atuam) em empresas de saúde pode cursar a pós-graduação em Engenharia Clínica: administradores, médicos, enfermeiros, engenheiros, analistas de sistemas, cientistas da computação, economistas, advogados etc.

 

Qual o diferencial do curso da Faculdade Unimed em relação aos outros do mercado?

Dentre os diferenciais do curso da Faculdade Unimed está a abordagem em engenharia clínica beira de leito, fundamental para o suporte em cenários de catástrofe e de pandemias, como a atual de Covid-19.

A preservação dos profissionais de saúde é fundamental, evitando sua exaustão, assim como a capabilidade dos processos, além do incentivo a Inovação e ao empreendedorismo que também fazem do curso uma oportunidade inédita: o aluno aprenderá procedimentos otimizados focados em resultados consistentes e sempre poderá compará-los com a metodologia tradicional até então praticada via estudo de casos, identificando novas oportunidades para o seu talento frente ao mercado e promovendo por fim o bem para a vida humana.

 

Para conhecer mais detalhes sobre o curso, como carga horária, grade curricular e formas de financiamento, clique aqui.




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