O novo perfil e a importância da Medicina de Família e Comunidade

  • Home
  • Blog
  • Saúde
  • O novo perfil e a importância da Medicina de Família e Comunidade
Publicada 02/10/2019

Conhecer todo o histórico de saúde de um paciente, assim como o de sua família e da comunidade em que está inserido: esse é o papel do médico de família, uma especialidade promovida no Brasil há muitos anos e reconhecida pela Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) desde 1981.

Ao longo das três últimas décadas, com os investimentos realizados, as boas práticas e as inovações trazidas para a área de saúde, a Medicina de Família passou a ser considerada como uma atividade primordial para se pensar na construção da saúde do futuro. Afinal, é por meio dela que são feitos os cuidados básicos e contínuos à população.

Neste post, explicamos mais a você sobre a Medicina de Família e Comunidade, as inovações pelas quais a área está passando e tiramos todas as suas dúvidas sobre o que é esperado do perfil do profissional que atua nesse importante ramo da Saúde. Continue a leitura!
 

O que é Medicina de Família?


A Medicina de Família e Comunidade (MFC) é uma especialidade com foco na atenção integral à saúde, tanto de forma individual, participando ativamente do atendimento ao paciente, como coletiva, levando mais informações e dedicando um cuidado especial à família e à comunidade em que atua.

O professor coordenador da pós-graduação em Atenção Integral à Saúde da Faculdade Unimed, Cloer Vescia Alves, explica que as consultas realizadas pelo médico de família seguem o modelo da Atenção Primária à Saúde (APS), ou seja, acompanhando os pacientes desde as condições mais simples e usualmente mais frequentes até situações clínicas mais complexas, que podem envolver o encaminhamento para outros especialistas, quando há necessidade. A APS engloba ações de promoção à saúde, preventivas, curativas e de reabilitação.

Além dos médicos e enfermeiros, os serviços de APS contam também com uma equipe de profissionais de outras áreas da saúde, como dentistas, nutricionistas, farmacêuticos, dentre outros, que realizam um trabalho conjunto, sob a ótica multi, inter e transdisciplinar. Tal característica propicia não somente melhores condições para entender o histórico do paciente, promover ações de autocuidado e acompanhá-lo em todas as fases da vida, mas, sobretudo, integrar diferentes demandas relativas ao cuidado quando há múltiplas morbidades e diversas necessidades. Nesse sentido, a partir de um vínculo fortalecido pela continuidade do contato, a APS oferece a oportunidade de uma coordenação do cuidado alicerçada num conjunto de ações disponibilizadas aos pacientes, de modo a atender ao amplo leque de suas necessidades em saúde.

“A Medicina de Família exercita a abordagem denominada método clínico centrado na pessoa em que se valoriza o indivíduo’. O paciente é colocado no centro da atenção à saúde, bem como são priorizadas todas as suas necessidades de serviços e cuidados, diferentemente de outras áreas”, cuja abordagem é fragmentada e desarticulada de outros serviços, ressalta o professor coordenador.

A APS gera condições associadas a melhores resultados, à medida que confere forte referencial a um sistema de saúde, tornando-o mais efetivo, mais satisfatório à população e com menores custos, sendo mais equitativo, segundo Barbara Starfield, referência internacional em medicina de família e cuidados de saúde primários.
 

Quais são os impactos das novas tecnologias na especialidade?


Assim como em diversos outros segmentos, os avanços tecnológicos e o conceito de saúde 4.0 também estão, aos poucos, trazendo mudanças para a Medicina de Família. Transformações tecnológicas geram a troca gradual do Raio-X para uma tomografia computadorizada, por exemplo, proporcionando diagnósticos cada vez mais precisos, completos e rápidos. No entanto, em função da inserção frenética e muitas vezes acrítica, a utilização excessiva de tecnologia termina por prejudicar em grau maior do que eventual ganho terapêutico.

Ao mesmo tempo, outras inovações tecnológicas já estão fazendo a diferença em grandes centro de saúde, por exemplo, o uso de Big Data para armazenamento de informações sobre os pacientes e cruzamento de dados para encontrar melhores intervenções e tratamentos, e os sistemas de gestão completos para hospitais. A análise de dados e informações em saúde vem sendo impulsionada pela health analytics com base em inteligência artificial, a partir da informação estruturada proveniente de robustos sistemas de registro eletrônico em saúde.

Porém, para a Medicina de Família, poucas coisas são tão importantes quanto o diálogo com os pacientes e a formação de vínculo que, modernamente, são reforçados por aplicativos e diferentes dispositivos móveis. Cloer Vescia Alves enfatiza que é preciso deixar claro para os pacientes que essas tecnologias devem ser utilizadas sempre pensando no que eles realmente precisam.


Como a Atenção Integral à Saúde se relaciona com a Medicina de Família?


De modo pioneiro na saúde suplementar, o Sistema Unimed se preocupa com a atenção integral e contínua a todos os beneficiários, promovendo o cuidado e o bem-estar dos pacientes. Nesse ponto, o trabalho do médico de família converge com a Atenção Integral à Saúde — é esse profissional, junto à equipe multidisciplinar, que atuará como elemento fundamental e sustentáculo na manutenção desse novo modelo de atuação.

O médico de família trabalha por meio de um método integrativo para oferecer o tratamento adequado para a maior parte dos problemas de saúde que os pacientes apresentam. “Tais problemas tendem a ser menos complexos à medida que forem atendidos em suas fases inicias e com maior potencial de serem resolvidos no primeiro contato com a atenção primária”, completa o professor Cloer Vescia Alves.
 

Por que ser um médico de família?


Com o novo modelo de Atenção Integral à Saúde tornando-se uma política cada vez mais consolidada no Brasil, especialmente na saúde suplementar, é preciso que haja profissionais capacitados para atuar como médico de família. Porém, segundo Cloer Vescia Alves, essa ainda não é uma área muito escolhida pelos médicos, já que outras especialidades promovem carreiras que são percebidas como mais promissoras e com mais rapidez para promover a projeção profissional e ainda dão um maior destaque econômico-financeiro.

“Como no Brasil essa especialidade ficou, ao longo de décadas, quase que exclusivamente atrelada à área pública, as pessoas a associam ao Sistema Único de Saúde e a determinados programas, por exemplo, sob à ótica da Estratégia de Saúde da Família”, lembra o professor coordenador. Porém, sistemas privados de saúde também já utilizam o médico de família no dia a dia de seus serviços disponibilizados na porta de entrada para a rede de atenção à saúde, e a tendência é que, com a maior divulgação e promoção desse trabalho, o profissional tenha mais reconhecimento por toda a população. O mercado está aquecido em termos de ampliação da APS e os médicos de família estão cada vez mais solicitados e valorizados nas suas competências, alinhando-se perfeitamente aos atributos da atenção primária.
 

Como ser um bom profissional na Medicina de Família?


Entre as habilidades específicas, a empatia e a capacidade de observar e dialogar são, segundo Cloer Vescia Alves, diferenciais muito importantes. “É um profissional que deve, sobretudo, gostar de gente, não só atender a um indivíduo, mas interessar-se pelo modo como esse indivíduo vive, onde e como está estruturada a família dele”, destaca o professor.

O médico de família também precisa de um conhecimento amplo sobre as diversas áreas da Medicina, já que as pessoas em atendimento primário costumam apresentar condições menos complexas, mas que ainda assim requerem uma abordagem técnica e aprofundada para que o diagnóstico e o tratamento sejam feitos, de preferência, logo no primeiro contato.

A Medicina de Família e Comunidade, assim como outras áreas e profissões, tem passado por algumas mudanças ao longo do tempo e se fortalecido como uma especialidade cada vez mais importante para a sociedade. Por isso, a formação de profissionais capacitados e voltados a um atendimento diferenciado são fundamentais para que os médicos de família possam continuar trazendo benefícios para a saúde do futuro.

Este artigo fez com que você se interessasse mais pela Atenção Integral à Saúde? Então saiba mais sobre a pós-graduação desenvolvida pela Faculdade Unimed.


Fale com a Faculdade Unimed

Entre em contato pela central de atendimento
clicando aqui ou ligue para: 0800 702 1301



ÚLTIMOS POSTS

Há 3 dias

Os 5 tipos de tomada de decisão na área da saúde: como aplicar?

LER POST
Há 5 dias

Saiba como é a rotina de um médico emergencista

LER POST
Semana passada

Cuidados paliativos pediátricos: entenda o que são e o passo a passo

LER POST