A importância de se pensar na segurança do paciente ao se gerir instituições de saúde

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Publicada 27/06/2019

A busca pela qualidade é o objetivo de qualquer empresa. Quando se trata de um hospital ou outras instituições de saúde, deve-se dar um valor ainda maior a essa questão, já que ela envolve a segurança dos pacientes.

Trabalhar de forma organizada — com uma comunicação eficiente, equipe qualificada e seguindo protocolos — é uma das medidas que devem fazer parte da gestão das organizações de saúde. Somente dessa maneira é possível minimizar e evitar os erros, proporcionando um atendimento de excelência.

Neste post, vamos discutir a importância do gerenciamento dos riscos nas instituições de saúde, seus desafios e a necessidade da qualificação voltada para a segurança do paciente. Acompanhe!

Quais são os desafios das organizações e serviços de saúde atualmente?

As organizações e serviços de saúde precisam oferecer um atendimento de qualidade, no entanto, ao mesmo tempo, precisam lidar com altos custos de medicamentos, materiais e tecnologias. Como ter um serviço de primeira com um orçamento tão apertado?

A partir disso, é possível concluir que um dos principais desafios desse segmento é fazer uma gestão eficiente, ou seja, conseguir administrar todos os departamentos, cumprir normas e legislações e garantir a sustentabilidade financeira da instituição.

Mas não é só isso: deve-se considerar também a complexidade do cuidado e a importância de se criar uma cultura de segurança, como explica Jaqueline Barata, professora da PUC Minas e coordenadora do projeto de desenvolvimento de competências Mais Gente.

"O cenário de saúde mudou nas últimas décadas e, consequentemente, a complexidade do cuidado. A mudança demográfica populacional (acompanhada do crescimento exponencial de doenças crônicas não transmissíveis), incorporação de novas tecnologias e processos, entre outros fatores, apontam para a necessidade de se criar uma cultura de segurança nos sistemas de saúde."

A cultura de segurança, continua Jaqueline, é uma prática pautada em alguns pilares. Veja quais são eles a seguir:

Formação e fortalecimento do trabalho em equipe

É necessário que as instituições valorizem o trabalhador (considerando seu sofrimento e adoecimento no ambiente laboral) e as relações interpessoais.

Prática baseada em evidência

"Deve-se buscar as melhores práticas de forma sistematizada, criando protocolos, fazendo benchmarking e capacitando as equipes", destaca a professora da PUC Minas.

Liderança

As instituições de saúde devem adotar um modelo de gestão aberta, que promova o desenvolvimento de equipe e o diálogo.

Comunicação

De acordo com Jaqueline, a comunicação deve ser efetiva entre todos os níveis hierárquicos, com o paciente e familiares, de forma a acolher, pactuar condutas e levantar demandas.

Aprendizagem com os erros

As organizações devem manter processos de discussão de casos, com identificação de falhas ou da necessidade de aprimoramento do processo, bem como o estabelecimento de padrões de segurança em todo o sistema.

Cuidado centrado no paciente

Todos os processos devem se voltar para o paciente, que precisa ter suas vontades respeitadas e receber um atendimento completo e humanizado.

Ambiência

É importante que as instituições de saúde mantenham um ambiente físico e processos favoráveis a práticas seguras.

Como fica a segurança do paciente nesse novo contexto?

A segurança do paciente, apesar de ser um desafio atual, sempre foi uma premissa na Medicina. "Hipócrates, ao estabelecer a premissa ética 'primium non nocere' (primeiro não prejudicar), colocava-se como um precursor na definição de diretrizes sobre segurança do paciente", comenta a professora.

Desde então, vários estudos e teorias buscaram destacar a relevância do tema, especialmente como um componente relacionado à qualidade da assistência.

A segurança do paciente, compreendida como a redução do risco de danos desnecessários a um mínimo aceitável, passou a ser inserida na agenda de vários países, inclusive o Brasil. "A Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou, em 2004, um programa para organizar os conceitos e as definições sobre o tema e propor medidas para reduzir os riscos e mitigar os eventos adversos", salienta Jaqueline.

A questão ganhou mais força com legislações específicas. "A implementação de uma assistência segura perpassa pela análise de várias dimensões da assistência, não se restringindo às iatrogenias provocadas pelos profissionais de saúde", aponta.

Por que é necessário ter uma equipe capacitada no gerenciamento de riscos ao paciente?

Para que se atinja a qualidade da assistência com um atendimento seguro ao paciente, é fundamental a capacitação das equipes. "As capacitações ganham relevância no desenvolvimento de competências cognitivas, atitudinais e procedimentais em todos os profissionais, pois uma prática segura demanda o saber, o saber fazer e o querer fazer", enfatiza Jaqueline.

Os profissionais de saúde devem trabalhar de maneira orquestrada e transparente (comunicação clara) e de acordo com protocolos. O objetivo é sempre colocar o paciente no centro de suas ações.

Dessa forma, o gestor deve ter a preocupação em investir não só em tecnologias para garantir maior segurança e eficácia nos procedimentos, mas também no treinamento de suas equipes.

Valorização do currículo e mais oportunidades

Profissionais de saúde que querem se destacar na concorrência devem buscar cursos em áreas com alta demanda, como a questão da segurança do paciente.

Faculdade Unimed oferece uma capacitação nesse tema que tem como objetivo o gerenciamento de riscos para reduzir, ao máximo possível, os erros no atendimento aos pacientes. Ao mesmo tempo, a formação busca preparar o profissional para o fortalecimento da cultura de segurança nas organizações de saúde.

A vantagem é que o curso de Segurança do Paciente é de curta duração (16 horas), ou seja, fica fácil incluir a qualificação na rotina. Além disso, é direcionado para todos os profissionais da saúde que querem adquirir, aprimorar ou atualizar as competências nessa questão.

As aulas trazem discussões sobre conceitos e aspectos relacionados à segurança do paciente, capacitando os profissionais para uma atuação preventiva e com uma visão sistêmica e multidisciplinar comprometida com a qualidade da assistência.

A ideia é capacitar a equipe multidisciplinar na identificação, classificação e gerenciamento dos riscos no atendimento aos pacientes. O curso desenvolve habilidades para tomada de decisão preventiva que resultem em ações efetivas nos procedimentos.

"São muitos os desafios, os quais evidenciam a necessidade de os sistemas e instituições de saúde envolverem todos os colaboradores na construção de uma prática segura, sempre com a inserção dos pacientes e familiares. A segurança é responsabilidade de todos", conclui Jaqueline.

A segurança do paciente é uma das principais questões em hospitais, clínicas médicas e outros estabelecimentos de saúde. Assim, a capacitação das equipes para a qualidade da assistência e redução de erros deve ser prioridade na gestão.

Quer mais informações sobre o curso de Segurança do Paciente? Entre em contato com a Faculdade Unimed e tire todas as suas dúvidas.


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