Como é o mercado de trabalho em geriatria e gerontologia

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Publicada semana passada

Com a ampliação no número de idosos no país, há uma demanda cada vez maior por profissionais capacitados para atender a terceira idade, em especial geriatras e gerontólogos.

No post de hoje vamos mostrar as diferença entre estes dois profissionais, como é o mercado de trabalho, quais são suas áreas de atuação, as médias salariais e como se capacitar.

Primeiro, vamos ver exatamente o que é geriatria e gerontologia e qual a formação exigida para atuar em cada área.

 

Qual a diferença entre a geriatria e a gerontologia?

 

Embora ambas tratem do envelhecimento humano, geriatria e gerontologia tem formas de atuação diferente.

A geriatria é uma especialidade médica voltada para a promoção da saúde, tratamento e prevenção de doenças, reabilitação funcional e cuidados paliativos na terceira idade.

Para ser geriatra é preciso ser formado em medicina e depois seguir uma destas duas opções: 1) fazer uma residência médica em geriatria, ou 2) ser aprovado na prova de títulos da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG).

Ou seja, quem optar pela residência médica poderá usar o título de especialista em geriatria, sem necessidade de realizar a prova de títulos, conforme resolução do Conselho Federal de Medicina. O médico que não fez residência na área, mas foi aprovado na prova da SBGG, também poderá solicitar o registro de especialista junto ao CFM.

Já a gerontologia é o estudo do envelhecimento humano além da saúde, considerando temas como a psicologia do idoso, suas condições sociais e econômicas, entre outros.
Para ser gerontólogo é possível realizar um bacharelado em gerontologia ou fazer uma pós-graduação na área.

Para obter o título de especialista em gerontologia também é preciso fazer a prova de títulos da SBGG, mesmo os que fizerem o bacharelado em gerontologia precisam ser aprovados nesta prova para serem considerados especialistas.

No entanto, no caso da gerontologia, é obrigatório realizar um curso de especialização em envelhecimento humano, como uma pós-graduação, para se tornar apto a realizar a prova.

Por ser composta por profissionais de diversas formações, como a enfermagem, terapia ocupacional, serviço social, psicologia ou até mesmo design de interiores, arquitetura e direito, esta é uma ciência inter e multidisciplinar, que vê a terceira idade de forma ampla.

As áreas de atuação podem envolver a criação de espaços adaptados para idosos, desenvolvimento de atividades físicas voltadas para o fortalecimento muscular, atendimento psicológico, acompanhamento em casas de repouso, reabilitação física, promoção da autonomia e independência, defesa dos direitos do idoso etc.

Agora que já mostramos a diferença entre geriatria e gerontologia, vamos ver como está o mercado de trabalho nestas áreas.

 

Como é o mercado de trabalho?

 

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 o Brasil tinha uma população de 210,1 milhões e pessoas, dos quais 34 milhões tinham 60 anos ou mais. Isto representa 16,2% da população brasileira.

O número de idosos no país, que já é grande, tende a crescer ainda mais. Conforme dados da Organização Mundial da Saúde, a população de idosos no Brasil vai triplicar até 2050.

Apesar destes números, a quantidade de profissionais capacitados para atender a terceira idade não acompanha a demanda. Ainda de acordo com a OMS, o número ideal de geriatras é de 1 para cada 1000 idosos, porém, conforme levantamento do jornal O Estado de São Paulo, o Sistema Único de Saúde conta com apenas 2.488 profissionais, o que representa 1 geriatra para cada 12 mil idosos, muito longe do ideal.

Para atender aos parâmetros mínimos da OMS, o Brasil precisa formar mais 28 mil geriatras nos próximos anos.

Diante de todos esses dados, fica claro que o mercado para geriatras no Brasil está se expandido e continuará a crescer no futuro, com uma demanda crescente por profissionais capazes de entender as especificidades da saúde na terceira idade e proporcionar um atendimento e tratamento adequado aos maiores de 60 anos.

O mercado para os gerontólogos também se expandirá, pois a necessidade de adaptar espaços para idosos, desenvolver programas educativos e de promoção a saúde, auxiliar na reinserção social, no controle e tratamento de doenças, entre outras funções que podem ser desenvolvidas por gerontólogos, tende a crescer cada vez mais.

A média salarial do médico geriatra em 2020 é de R$ 8.271,27 para uma jornada de 23h semanais, enquanto a do gerontólogo fica em torno de R$ 3.700 para uma jornada de 41h semanais.

 

Qual a importância de se capacitar em geriatria e gerontologia?

 

A população idosa tem características diferentes da população geral. Questões como diminuição da força muscular, quedas, maior dificuldade em se recuperar de gripes e resfriados e maior incidência de doenças crônicas, por exemplo, tornam o atendimento ao idoso diferenciado.

Do ponto de vista social também existem grandes mudanças nesta fase da vida, como a aposentadoria e filhos adultos que saem de casa, o que traz uma diminuição no convívio social e pode gerar sentimentos como solidão, desamparo e falta de perspectivas para o futuro, o que além de trazer sofrimento psicológico, também pode afetar a memória e outras funções neurológicas, por exemplo.

Por fim, a diminuição da autonomia – por dificuldades em se locomover, diminuição da audição, incontinência urinária e outros agravos mais comuns nesta faixa etária – também podem trazer sofrimento psíquico e físico.

Porém, a terceira idade não precisa ser sinônimo de adoecimento ou solidão e pode ser vivida de maneira plena fisicamente, psicologicamente e socialmente contanto que existam alguns cuidados voltados para prevenção de doenças e a ampliação da rede de apoio social e psíquico do idoso.

Pensar em formas de tornar esta fase da mais vida saudável é a principal missão de geriatrias e gerontólogos, de forma que é preciso que os profissionais estejam preparados para lidar com estas questões características do envelhecimento, saibam acolher e ouvir seus pacientes e tenham um repertório de tratamentos e ações que se adequem a realidade de cada pessoa.

Também é preciso fazer adaptações em clínicas e consultórios como forma de receber melhor pacientes idosos, fornecendo a eles todas as facilidades que precisam. Mais do que uma forma de satisfazer um paciente, isto é um sinal de cuidado e atenção com este público.

A educação continuada é uma forma de conhecer em detalhes todas essas questões e se preparar para os desafios de trabalhar com a terceira idade.

Na Pós-Graduação em Geriatria e Gerontologia da Faculdade Unimed, que é voltada para médicos, as duas áreas do conhecimento são ensinadas em conjunto como forma de oferecer uma visão mais ampla do envelhecimento

Durante o curso são tratados temas como a prática clínica geriátrica, farmacologia, demografia, atividades físicas e prevenção de doenças, transtornos neuropsiquiátricos e teoria da gerontologia, por exemplo, como forma de permitir que o idoso seja visto de forma holística.

Para saber mais sobre o curso, que está com matrículas abertas, clique aqui ou entre em contato com a nossa central de atendimento.

 


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