O envelhecimento da população e as necessidades do profissional da saúde

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Publicada semana passada

Entender quais são as novas demandas médicas exigidas para atender o nicho de mercado que a população idosa representa é essencial. Tal realidade sugere medidas mais eficazes para minimizar o impacto decorrente do rápido envelhecimento da população.

No Brasil contemporâneo, esse desafio é duplo, pois, em poucos anos, o país que era considerado jovem viveu mudanças estruturais resultantes do aumento da expectativa de vida.

Nesse contexto, se você é um profissional de saúde que atua nessa área e sente necessidade de buscar mais qualificação para se adaptar a essa realidade, este artigo é para você! Nele, você vai entender mais sobre o envelhecimento da população brasileira, as novas demandas exigidas pela área médica e a importância da especialização na área. Boa leitura!

 

Como é possível promover um envelhecimento com qualidade?


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estimativa é que 1 em cada 4 brasileiros tenha mais de 65 anos em 2060. Essa realidade sugere a necessidade de adotar uma nova visão de políticas de saúde com inclusão de direitos específicos e de proteção social aos idosos.

Nesse sentido, alguns campos da saúde — principalmente as áreas de Geriatria e Gerontologia — precisam tornar a saúde mais humanizada e melhorar a qualidade dos serviços prestados ao idoso.

Nos últimos anos, o Brasil alcançou a vitória de aumentar expressivamente a longevidade de sua população. Atualmente, a média de expectativa de vida do brasileiro é de 75 anos.

No entanto, junto com essa mudança na estrutura etária brasileira chegou também a necessidade de ampliar os programas educacionais a fim de possibilitar um envelhecimento ativo e mais saudável.

Propor medidas de educação preventiva é essencial para que toda a população adquira uma nova visão do processo de envelhecimento. Hoje, o idoso brasileiro tem um perfil completamente diferente: ele estuda, trabalha, viaja e interage ativamente com a sociedade.

Logo, os profissionais de saúde precisam estar preparados para atender essa demanda que está surgindo. Igualmente relevante é fomentar ações educativas para que a sociedade tenha noções básicas sobre as novas formas de envelhecer.

Ou seja, é necessário se adequar a essas mudanças, aprender a valorizar e a respeitar a pessoa idosa. Mais importante que alcançar a longevidade é passar por essa fase da vida em boas condições de saúde e bem-estar.

 

Quais são as novas demandas médicas exigidas por um Brasil “mais velho”?


Listamos, a seguir, as medidas que mais influenciam a qualidade do envelhecimento da população. Veja quais são elas:

Educação preventiva específica para o envelhecimento

Esse rápido crescimento da expectativa de vida da população gera um grande impacto no sistema de saúde. Ter mais idosos no país representa a elevação das despesas com saúde e serviços voltados para esse grupo.

Por isso, o manejo dessa nova realidade aponta para a necessidade de entender a dimensão do significado de envelhecer com saúde. Em síntese, convém ampliar os caminhos que levam a essa nova concepção de envelhecimento ativo.

As ações de prevenção devem ser diferenciadas e contextualizadas, conforme a profundidade e abrangência dos cuidados exigidos pelo envelhecimento da população. Planejamento e organização são palavras-chave que podem direcionar a gestão em busca de resultados mais eficazes.

Dedicação aos cuidados paliativos

Outro fator relevante é a necessidade de reformular o modelo de atenção à saúde atual e se dedicar mais aos cuidados paliativos. Com o aumento da demanda por tratamento, não se pode manter o foco na busca de cura das enfermidades agudas, enquanto as doenças crônicas alcançam números exponenciais.

Dadas as elevadas taxas de mortalidade entre as doenças típicas da terceira idade, alguns problemas — como osteoporose, hipertensão, AVC e diabetes — exigem um pouco mais de atenção e um controle mais eficiente.

Atualização em Geriatria e Gerontologia

No processo de envelhecimento, a prevenção primária é essencial para minimizar fatores de risco de algum problema de saúde antes que, de fato, a doença ocorra.

Entretanto, o paciente idoso tem suas peculiaridades que sugerem maior capacitação para garantir um atendimento com mais qualidade. Nesse sentido, trabalhar a promoção da saúde desse grupo significa ter a percepção necessária para prever os problemas e minimizar seus impactos.

Ter uma formação capaz de executar ações que possam detectar um problema de saúde e estabelecer um diagnóstico preciso em seu estágio inicial é fundamental para quem atua com pacientes idosos.

Devido à complexidade que envolve o envelhecimento, investir em um curso de pós-graduação em Geriatria e em Gerontologia representa maior segurança não só aos profissionais como também aos pacientes.

O trabalho multidisciplinar também é essencial para promover ações que objetivam reduzir os prejuízos funcionais atrelados às doenças agudas ou crônicas da terceira idade. Nesses casos, o profissional de Gerontologia e de Geriatria tem um papel determinante para direcionar o tratamento e orientar as equipes para as condutas mais adequadas.

Tendo isso em vista, a especialização e a atualização nessas áreas tornam-se um diferencial relevante que pode assegurar um viver longevo e mais saudável ao paciente.

 

Por que a atenção à saúde no envelhecimento é tão importante?


Garantir um envelhecimento ativo é um dos grandes desafios da área de saúde. Como visto, as atuais estatísticas sinalizam a necessidade de criar políticas públicas voltadas para esse campo e, assim, fomentar soluções que proporcionem ao idoso um atendimento de qualidade.

Além disso, a busca pela qualificação profissional é fundamental, visto que as áreas relacionadas à saúde na terceira idade já são consideradas como profissões do futuro. Percebe-se, então, que esse crescimento exponencial das taxas de envelhecimento da população representa, sem dúvida, um aumento das oportunidades de trabalho.

Nesse sentido, o investimento em educação especializada corresponde a vantagens como maior qualidade ao atendimento, desenvolvimento profissional e excelentes oportunidades no mercado.

Médicos, enfermeiros, cuidadores — e todos que atuam nessa área — precisam se atualizar para prover um atendimento ao idoso com mais qualidade e respeito, pois esse paciente precisa ser considerado sob o contexto biopsicossocial, ou seja, um ser que pensa, que tem sentimentos e perspectivas.

Logo, o trabalho da Medicina perpassa a função básica do cuidado com o paciente e assume uma questão social importante. Nesse sentido, além de influenciar o crescimento profissional, possibilitar que a população envelheça com mais saúde propicia a passagem por esse estágio da vida com mais otimismo e segurança.

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