Entenda a necessidade da inovação no processo de gestão em saúde

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Publicada 20/06/2019

Nos últimos 5 anos, você acompanhou quantos pacientes que faleceram em decorrência de cólera ou difteria? Provavelmente nenhum, não é mesmo? A realidade hoje é bem diferente daquela que o Brasil experimentava no início do século XX, o que nos leva a pensar que a Medicina também precisa se renovar, inclusive quando o assunto é gestão em saúde.

As transformações da sociedade demandam novas opções de diagnóstico e tratamento, políticas de prevenção eficazes e ações eficientes para promover a qualidade de vida e o bem-estar. Para atender a essas exigências, cabe às empresas e organizações de saúde investir em desenvolvimento tecnológico e inovação, de forma a agilizar os processos internos e melhorar a assistência aos pacientes.

Mas por onde começar? Continue conosco para saber mais sobre as perspectivas para a saúde dos brasileiros e entender como a inovação da gestão é necessária para acompanhar a evolução da população!

 

Os novos cenários da área da saúde


O desenvolvimento da ciência e tecnologia é responsável por salvar vidas. Graças a avanços — como a descoberta dos antibióticos e o amplo uso das vacinas —, as características da sociedade brasileira estão mudando. Vamos conhecer, a seguir, algumas dessas alterações e entender como a saúde deve se adequar para lidar com elas.

 

Envelhecimento da população
A população brasileira vive uma tendência de envelhecimento. De acordo com o IBGE, entre 2012 e 2017, o Brasil ganhou 4,8 milhões de novos idosos.

O grande desafio dos médicos e das equipes envolvidas em gestão em saúde é promover a valorização dos maiores de 60 anos, assegurando que eles cheguem ao final de suas jornadas sem perder a qualidade de vida. Isso inclui investir em medidas para melhorar o atendimento a esses pacientes, tais como adaptar a infraestrutura do consultório e buscar um contato mais próximo com esse público.

 

Mudança dos comportamentos de consumo
Os pacientes estão cada vez mais preocupados com o bem-estar. Muitos já perceberam a importância de ter bons hábitos alimentares e fazem escolhas mais saudáveis nos mercados e restaurantes. Há também aqueles que não conseguem se imaginar longe de uma rotina de atividades físicas.

Nesse cenário, a Medicina Preventiva se sobressai como alternativa para ajudar os pacientes a manterem sua qualidade de vida. O foco do atendimento deixa de ser curativo, e os programas de educação e prevenção ganham ainda mais importância.

 

Flutuação das taxas de mortalidade infantil

A mortalidade de crianças de até 4 anos é um ponto bastante sensível em nosso país. Se até 2015 o Brasil vivia uma tendência de queda no número de mortes na infância, em 2016 a situação mudou. Isso nos mostra como é importante investir em políticas de atenção às gestantes e às crianças.

Afinal, muitos óbitos são evitáveis quando alguns cuidados são tomados, incluindo:

  • atenção ao pré-natal e ao parto;
  • estímulo à amamentação;
  • acompanhamento do desenvolvimento da criança;
  • disseminação da vacinação.

 

Redução da fecundidade
Atualmente, as mulheres têm menos filhos e em idades mais avançadas. Isso é fruto tanto da inserção feminina no mercado de trabalho quanto das políticas para promoção do planejamento familiar.

Nesse contexto, dar atenção integral à saúde da mulher é fundamental. Além das ações voltadas para o planejamento reprodutivo e o acompanhamento obstétrico, é preciso incluir outros tópicos na lista de cuidados, como:

  • combate à violência contra a mulher;
  • valorização da saúde mental;
  • monitoramento das Infecções Sexualmente Transmissíveis;
  • desenvolvimento de estratégias para prevenção e tratamento dos cânceres de mama e colo de útero.

 

A importância de uma gestão em saúde inovadora


Como vimos, a sociedade atual é bem diferente daquela do início do século XX. Da mesma forma, a tecnologia também evoluiu — cirurgias robóticas, tratamento personalizado para o câncer e uso da realidade virtual para combater fobias são exemplos de como a Medicina incorporou os avanços da ciência.

No campo da gestão em saúde, inovar significa otimizar processos e identificar novas oportunidades de crescimento. Vamos agora acompanhar algumas situações em que o investimento em tecnologia traz retornos positivos para a instituição.

 

O exemplo da sustentabilidade
Nunca estivemos tão preocupados com nossos recursos naturais. Ser “verde” é algo muito valorizado por consumidores, colaboradores e fornecedores, de forma que investir em um modelo sustentável não é apenas um modismo, mas sim um ponto que garantirá destaque no mercado.

Os hospitais são grandes consumidores de energia elétrica, mas com algumas medidas é possível reduzir esse consumo. Apostar em uma arquitetura que aproveita a luz natural e privilegiar o uso de materiais que mantenham a temperatura do ambiente são formas de adequar a infraestrutura para economizar energia.

Para economizar recursos e reduzir custos, o uso racional de papel é outro aspecto importante. Atualmente, com os softwares médicos que facilitam desde a marcação de consultas até a gestão financeira do hospital, não há mais necessidade de imprimir e armazenar fisicamente tantas informações.

Outras medidas que contribuem para a sustentabilidade de um hospital incluem o reaproveitamento da água e o tratamento adequado do lixo hospitalar. Todas essas ações demonstram comprometimento com o meio ambiente, mas sem deixar de lado o atendimento ao paciente.

 

A importância da gestão automatizada
Uma das melhores formas de avaliar o desempenho de uma instituição é usar gráficos que podem ser gerados rapidamente quando se investe em um sistema completamente automatizado. Quer saber quantos pacientes faltaram às suas consultas? A resposta está a um clique!

Dessa forma, é possível gerar relatórios para determinar quais são as áreas mais sensíveis e investir em políticas para sanar os problemas identificados. Afinal, otimizar processos significa reduzir custos, e não há nada errado em querer oferecer um serviço melhor gastando menos.

 

A inovação no atendimento ao paciente
Agilidade no atendimento é um dos pontos fortes da inovação na Medicina. O paciente percebe isso desde o momento da marcação da consulta até a rapidez em conseguir um diagnóstico e iniciar o tratamento. Agendar um horário pela internet, por exemplo, é prático e conveniente, contribuindo para uma experiência positiva antes mesmo do atendimento propriamente dito.

Obter rapidamente o resultado de um exame é outro benefício que a inovação trouxe. As análises clínicas são realizadas de forma muito mais rápida e precisa, e os prontuários informatizados garantem que os resultados sejam avaliados com presteza pelo médico.

Outros avanços que devem ser mencionados são o melhoramento dos métodos de diagnóstico por imagem e as novas opções de tratamento que despontam. Para o paciente, isso representa detecção precoce de doenças e formas mais seguras e eficientes de controlar os problemas de saúde.

Tais inovações contribuem muito para progresso da Medicina Preventiva, tão motivado pelos novos comportamentos de consumo e pelas mudanças demográficas da nossa sociedade. Aqui, os indicadores gerados pela informatização também podem ajudar muito, permitindo focar a atenção nas vulnerabilidades da população.

 

A qualificação como ferramenta para uma inovação segura e responsável


É impossível falar de inovação sem incluir a informatização. Por isso, é comum o medo de que as informações sigilosas dos pacientes sejam alvo de ameaças de hackers. As instituições devem zelar pela segurança dos dados, uma vez que falhas nesse quesito colocam equipamentos médicos e sistemas completos de gestão hospitalar na mão de criminosos.

Na prática, isso significa optar por ferramentas comprometidas com a segurança, conforme exige o Conselho Federal de Medicina. Uma vez que dados e equipamentos estejam protegidos, a inovação deve ser usada responsavelmente para melhorar os processos internos da instituição. Para isso, é preciso:

  • identificar as falhas no atendimento ao paciente;
  • aprender com os próprios erros e executar as ações corretivas e preventivas pertinentes;
  • acompanhar os indicadores a cada mudança implementada;
  • otimizar processos, realizando as adaptações necessárias.

Tudo isso tem como objetivo melhorar progressivamente a qualidade. Porém, para que as estratégias sejam bem empregadas, é preciso investir na qualificação das equipes de gestão em saúde. Uma excelente alternativa é apostar em um MBA em Gestão Inovadora em Serviços de Saúde.

Nesse curso, o profissional é estimulado a inovar diante dos desafios e desenvolve competências para análise e tomada de decisão nos campos assistenciais, administrativos e financeiros. Dessa forma, ele se torna capacitado a implantar mudanças para assegurar melhores resultados e preservar o futuro da instituição.

Devemos ressaltar que inovar é um processo contínuo e que demanda atualização constante da equipe gestora. Afinal, a inovação na gestão em saúde é necessária para acompanhar as transformações da população (que nunca param) e uma exigência para aqueles que buscam reconhecimento na sociedade e melhores resultados.

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